quinta-feira, 16 de setembro de 2010
A originalidade do que é nosso
Todos temos um refúgio. Todos procuramos um espaço onde nos sentir seguros...deixar ocupar espaços que são nosso é vender a alma ao diabo e pagar o preço da indiscrição...
Todos temos lugares intocáveis, que ao serem tocados são conspurcados e apodrecidos por mão impuras que não compreendem a importância do ouro interno de cada um...
Se cada ser é único, serão únicas as ideias? os gestos? ou seremos programados a pensar na nossa própria unicidade como fonte de buscas incessantes, de repostas que não existem simplesmente porque as perguntas partem de princípios já infectados por pensamentos alheios?
Seremos realmente originais ou nada mais do que produtos de intrincadas contas de cabeça, programações e conjuntos de coisas já mais que vistas e revistas e combinadas de formas diferentes?
sábado, 11 de setembro de 2010
Viagens
Todos os dias são uma nova viagem em busca do que se procura, mesmo que não se saiba bem o que é. Mas duma coisa temos sempre a certeza...queremos esse presente embrulhado em muito amor e com enormes laços de amizade...
em memória daqueles para os quais o ódio os levou à ultima viagem e para todos os que viram nesse o seu último dia. Que o amor e a amizade entre nós não permita que o ódio volte a vencer...
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Contas da vida
http://www.youtube.com/watch?v=V5Ej_WQhKSI&feature=youtube_gdata_player
A vida é mais que a soma dos dias, é a multiplicação de acontecimentos por muito insignificantes que pareçam e a divisão de humores, por algumas vezes também necessários de se contar
Sinfonia de luz
http://www.youtube.com/watch?v=3VzM5uzwg-I&feature=youtube_gdata_player
Amor é a luz que ilumina a escuridão que traz a solidão, é a sinfonia dos sentidos. A música do corpo que emite a vibração imperceptivel que só sente quem está na mesma sintonia.
Amor é silêncio transformado em música que só ouve quem caminha na mesma frequência.
Amor é a calma que invade a alma depois que toda a estática das interferências se vai.
E assim numa sinfonia de luz dois corpos dançam unidos pelos sons do respirar das palavras.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Cantiga de amor
Levaste-me a dançar na lua e lá fiquei, sozinha iluminada pela luz pálida em cores de doença de amor.
Se em silêncio me pegaste na mão, em silêncio me abandonaste.
Não vou mais dançar em silêncio, quero uma dança que me abrace em braços que me enlacem, com sussurros proibidos ao ouvido...
Se só a lua e as estrelas ouviram o meu lamento, no futuro o mundo terá que ouvir...e eu estarei à espera de palavras mágicas que me levantem o feitiço numa sentida cantiga de amor, desta vez cantada só para mim...
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Misericórdia
Não sou mais do que isto e não suporto mais que me queiram puxar para todos os lados vendo em mim algo que não sou. Não vou conseguir chegar, sabe Deus onde alguém pôs na cabeça que chegaria. Não vou perder os medos só porque alguém achou que assim seria. Não é assim que as coisas funcionam nesse mundo onde não há magia.
Por isso venho onde os anjos têm asas, onde a magia anda de mãos dadas com o sonho que inventar.
Feiticeira de mim, aqui sou quieta, sussurrante...
Quem criou um sonho, vive num sonho não numa realidade...e há sonhos que só existem onde os colocamos... e assim dividimos mundos, criamos muros invisíveis que são bem mais difíceis de destruir...
Anjo de misericórdia inventou um sonho onde colocou uma boneca e com ela brinca pensando ser realidade...
domingo, 5 de setembro de 2010
Arco-ìris Humano
Sento-me na minha cadeira de pau em frente ao mar... passam cores, estações, passam minutos, horas, dias. Passa o tempo que vai pintando suas cores em estações que se dizem da natureza. Eu sentada na minha singela cadeira de pau, observo o mundo, as ondas, as indas e vindas das pessoas de acordo com as cores , com as estações.
Aquela sensação de energia que percorre todo o corpo com se um electrão abençoado se tratasse, preenche o infinito do meu ser e vejo a vida a passar à minha frente como se fosse um filme. E essa vida é minha e è a vida que está em mim, mudando cores, estações, imagens, segundo a minha vontade como se por um passe de mágica só a minha própria vontade fosse o motor impulsionador desse poderoso tambor divino que é o coração que bombeia vida em seu redor.
E o impulso electrico transmite felicidade e as pessoas em meu redor olham-se e vêem-se como se pela primeira vez, como se até aí estivessem cegas... e os defeitos não sobrepõe os valores... e o mundo apresenta-se perante nós com as suas verdadeiras cores e formamos assim um arco-íris...