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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Falar/calar

Resguardamo-nos no silêncio, como quem põe um casaco num dia frio.  As palavras são nobres, o silêncio é sábio. Falar pode ser uma aposta incerta, calar pode ser um envelope fechado, onde uma carta importante repousa, sem que se descubra o seu conteúdo.
Falar/ calar... há quem ponha música nas palavras, tornando-as mais leves, engana-se o silêncio com um melodioso tom de dizer nem sempre o que se quer ouvir. Ah! a música, a melhor amiga de quem não suporta silêncios mas não sabe como resguardar as palavras do nocivo efeito da interpretação.
Falar/calar...a eterna decisão de quem pretende uma sã, sólida e verdadeira razão. O silêncio é sábio, as palavras são nobres. Humano em seu explendor é quem utiliza esta capacidade única do ser gente da melhor forma, alternando silêncios e acertadas palavras em proporções correctas ao exercicio da pura reflexão.
Fere e interfere quem desconhece o poder de ambas. Falar/ calar... e a música no ar, sempre pronta a ajudar

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Ilusionismos

O pátio das Cantigas- Vasco Santana e o candeeiro


Pobreza é qualquer coisa mental e não ausência de um metal. 
Pobreza não é não ter, é não saber... 
Pobreza não está no pão mas na ausência de razão.
Pobre é o Homem que não sente... é todo o homem que mente, tirando ao próximo o que não se esforçou por atingir.
O pobre não se distingue entre os demais. 
Um pobre está em todo o lado, sozinho e angustiado, não pela falta de posse mas por se alhear do próximo que também sofre.
Pode o Homem não comer mas saber ser, pode o Homem não comprar mas imaginar e melhorar.
Deve um Homem dar, sempre, a mão ao seu irmão porque mais do que de pão vive-se de coração. 

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Prova de amor

"... nada disto se pode provar..." logo nada disto existiu realmente...

Ficarão apenas a semente e a mazela...

sábado, 5 de junho de 2010

Um dia ainda vou aprender...



A melhor coisa neste mundo da informática é que podemos fazer delete e reset e puff; pozinhos de perlimpimpim, desaparece tudo ou pelo menos fica bem longe da vista. A memória humana poderia funcionar assim também. Sempre que se quisesse, pufff, lá se iam  todas as memórias ingratas que o tempo não quer apagar...


Detesto regras, sempre detestei, demasiadas regras e convenções, e é assim e assado e tudo e mais alguma coisa, põem-me a cabeça a andar à roda. Eu tento, juro que tento, mas não consigo fazer a mesma coisa durante muito tempo pelas regras dos outros, emburrece-me!!! Eu detesto tanto, mas tanto regras, que após um parto de muitas e difíceis horas, em que todas as regras apontavam para que eu saísse tantan, fui nascida mais ou menos normal, tão mais ou menos que chega a roçar o ordinário ( no sentido de comum).


Não entendo porque é que as pessoas mantêm diários em papel, não faz sentido. Para quê ter uma quantidade de folhas escritas com coisas que já se passaram e que têm que ser revividas antes de se escrever algo novo, quando este "novo" formato é muito mais natural. Escreve-se no dia, e vai ficando para trás, para trás, tal e qual como o tempo para deixar entrar novas escritas, novos pensamentos, novos dias e novos horizontes. Talvez por isso eu goste tanto de escrever aqui...o que escrevo agora amanhã já passou e e´ substituído de novo e de novo, conforme vão passando as águas por baixo das pontes...

Ou simplesmente esteja viciada nisto e me seja difícil não escrever seja o que for. Todas as possibilidades são aceitáveis, na medida em que as probabilidades de nada do que eu escrevo fazer sentido ao comum dos mortais serem altamente favoráveis ( não descobri ainda é a favor de quem)

Como feiticeira gosto de alquimia, a bem dizer gosto mesmo é de misturar tudo e "prontos", no fim das contas não descubro a fórmula de transformar metais em ouro, mas descubro milhentas formas de passar o tempo, de me divertir e chorar e rir e brincar como uma criança e sobretudo de fazer companhia a mim própria e a quem tiver paciência de perder tempo a ler esta porqueira...

Fui...enfeitiçar outras freguesias.